Home equity, conheça o crédito que deve ser o mais barato do mercado.

A linha de crédito que utiliza o imóvel quitado do tomador do empréstimo como garantia do pagamento, chamada home equity, é uma das mais utilizadas no exterior.

No Brasil, ela já oferece taxas de juros de 1% a 1,94% ao mês para a tomada de recursos que podem corresponder a 20% do valor do imóvel, o que pode significar valores na faixa de R$ 60 mil (no caso de imóveis de R$ 300 mil), que serão pagos em mais de 10 anos.

Mas essa realidade deve mudar a partir da publicação das novas medidas anunciadas pelo governo nesta semana.

A tendência é que a linha de empréstimo se torna a mais barata do mercado financeiro, até mais do que o crédito consignado. É esta a visão de Gilberto Abreu, diretor de negócios imobiliários do Santander.

Isso porque, a partir de agora, as instituições financeiras poderão utilizar recursos da poupança para este tipo de crédito, o que torna a despesa para investir na linha menor, pois ela passa a não ser atrelada à taxa básica de juros, hoje na casa dos dois dígitos.

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Além disso, o governo deu maior garantia para que os bancos tomem o imóvel em caso de inadimplência do tomador do crédito., e também facilitou a avaliação do imóvel ao reduzir a burocracia nos cartórios.

Essa tomada do imóvel, que costumava acontecer em 18 meses, poderá ser realizada agora em um tempo menor, diz Renata Pedro, técnica da associação de consumidores Proteste.

Apesar das taxas atrativas, a maior facilidade de tomada do imóvel é um grande alerta para os consumidores que resolvam tomar o empréstimo e não têm disciplina financeira para manter as parcelas rigorosamente em dia.

Linha ainda é pouco conhecida no País

O Santander foi, entre os grandes bancos, um dos pioneiros a oferecer a linha de crédito com imóvel como garantia, em 2008. Hoje, o home equity já é ofertado pela maioria das instituições financeiras.

Apesar de ter crescido em conjunto com o aumento do volume de crédito imobiliário no País, até agora esse tipo de empréstimo consegue atender majoritariamente a um dos dois perfis de consumidores para os quais se destina: os empreendedores que não têm histórico de crédito e buscam taxas mais acessíveis para aplicar os recursos em seu próprio negócio.

Com a tendência de derrubada nos custos para tomar a linha de crédito, Abreu acredita que a modalidade também consiga atingir os consumidores endividados ao permitir que paguem suas dívidas mais caras e consigam sair do sufoco. “O alvo, no curto prazo, serão clientes com maior nível de endividamento, das classes A, B e C”, diz o executivo do banco.

Diferenças do crédito consignado

Apesar do potencial para competir com o crédito consignado em alguns mercados, o home equity é diferente da popular linha de crédito.

Por conseguir diluir os empréstimos em prazos maiores do que 10 anos, e ter uma garantia sólida, o banco consegue emprestar mais recursos. Hoje, a média de prazo do crédito consignado é de 5 anos, o que faz com que a instituição financeira ofereça valores menores na linha, mais indicados para uma viagem ou reforma da casa, por exemplo.

A linha conseguirá atingir tanto consumidores com maior grau de endividamento, por ter menor custo, como também profissionais autônomos e liberais, que tenham patrimônio para obter o empréstimo, mas não fazem parte da folha de pagamento de uma empresa.

O executivo do Santander aponta que a linha de crédito que tem o imóvel como garantia poderá ser até mesmo utilizada para refinanciar o consumidor que já está endividado no crédito consignado ao oferecer custos mais baixos.

O que considerar

Para Renata Pedro, técnica da Proteste, o home equity é uma boa opção por conta dos juros baixos e serve para aqueles consumidores que têm planejamento financeiro e recursos suficientes para pagar as parcelas da nova dívida em dia.

O alerta vale principalmente para aqueles que buscam reestruturar dívidas e têm mais riscos de perder o imóvel. Mas também deve ser considerado por empreendedores que estão iniciando um negócio com riscos de não dar certo.

Renata lembra, porém, que para contratar a linha de crédito, é necessário comprovar capacidade de pagamento e também não é permitido que comprometer mais de 30% da renda pessoal com as parcelas da nova dívida.

Também há limite de idade para contrair a dívida, por conta do prazo para o pagamento ser maior. “É quase como um novo financiamento imobiliário”, resume Renata.

Ela ressalta que, além de pesquisar entre as instituições financeiras o Custo Efetivo Total (CET) da operação, o consumidor saiba que pode ter de pagar encargos de até R$ 2 mil para que o banco faça uma avaliação do imóvel antes de aceita-lo como garantia. “Para quem está endividado, isso pode ser muito oneroso”, explica.

É necessário, principalmente, ler o contrato ao tomar a linha de crédito para saber em quais condições o imóvel pode ser tomado pelo banco.

Publicado originalmente em: EXAME.COM


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