Expansão do Metrô dá fôlego às construtoras

O cenário desafiador da economia brasileira, que tem feito as construtoras pisarem no freio para lançamentos, pode ser amenizado com a perspectiva de incremento da mobilidade urbana. De acordo com o governo do Estado de São Paulo, serão investidos nos mais diversos modais cerca de R$ 143,146 bilhões entre 2015 e 2030, abrindo oportunidades para construtoras em locais que hoje ainda não são muito valorizados.

“Um dos principais problemas do mercado de construção civil vem sendo a falta de terrenos. E não é porque não há onde construir, mas não há lugares rentáveis para erguer prédios. Com a perspectiva de a mobilidade chegar a Jundiaí, Guarulhos e Grande ABC – além da duplicação da malha na capital – o otimismo sobe”, diz Marcelo Roldão Lopes, professor de engenharia e doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Estudo da intermediadora imobiliária Lopes, enviado com exclusividade ao DCI, endossa essa perspectiva. Segundo a consultoria imobiliária existem hoje 545 projetos a serem lançados na cidade de São Paulo. Dos futuros lançamentos, 69% (ou 374 projetos) ficam em um raio de até um quilômetro de alguma estação de metrô, em funcionamento, ou em projeto.

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Dos lançamentos dos últimos três anos, a Lopes registrou que, dos 634 empreendimentos erguidos, 67% (ou 427 empreendimentos) estão em até um quilômetro de distância de uma estação. Na opinião de Roldão Lopes, deve haver incremento de investidores comprando imóveis, a fim de vendê-los mais valorizados quando o metrô estiver em funcionamento na região. “São 420 novas estações em toda a Grande São Paulo até 2030, o que abre muitas possibilidades”, disse.

Da mesma opinião partilha o superintendente de vendas da incorporadora MZM, Éder Guerrero. “O bairro onde o empreendimento está localizado, bem como o acesso a transporte público como pontos de ônibus e metrô e a vias que facilitem a locomoção, são fatores que interferem no valor do imóvel em até 20%”.

Quem também comemorou o anúncio da chegada do monotrilho na Região do ABC foi o diretor de vendas da MBbigucci, Robson Toneto. “Agora, independentemente de o imóvel estar localizado no centro da cidade ou não, se ele estiver próximo de uma estação do monotrilho deverá sim ter uma boa valorização. A MBigucci tem lançamentos e empreendimentos prontos para morar muito próximos das estações do modal, onde os clientes que visitam já perguntam sobre a execução do projeto”, explicou.

Na MRV Engenharia, o foco em imóveis nos arredores de pontos para transporte público também é uma realidade, recentemente, a empresa fez um feirão de imóveis na região metropolitana de São Paulo, e o destaque foram as cidades que receberão novas opções de transporte coletivo.

“Mauá é um exemplo de uma região em crescimento. Os imóveis da cidade estão próximos ao Rodoanel e têm fácil acesso ao litoral e a varias regiões do ABC, e estão e muito próximo do metrô, que oferece ligação a qualquer ponto de São Paulo”, explica Sérgio Paulo Amaral dos Anjos, diretor Comercial da MRV.

Segundo o governador Geraldo Alckmin, cada trem da Linha 18 (Bronze) que servirá o Grande ABC deve tirar 560 automóveis das ruas. Serão 13 estações com 26 trens, transportando 314 mil passageiros por dia. “De uns dois anos para cá, com o mercado imobiliário em alta e com a notícia do monotrilho, os imóveis começaram a valorizar mais, atraindo empresas e empregos”, diz o presidente da Associação dos Construtores e Incorporadores do Grande ABC, Milton Bigucci.

Apoiado na perspectiva de ampliação da mobilidade, as incorporadoras Bueno Netto – Benx e Related lançaram o Parque Global, bairro planejado na zona sul de São Paulo. O empreendimento, que fica região do Morumbi e Brooklin, tradicionalmente conhecidas por acesso difícil através de transporte público, também conta com ampliação da malha metroviária. No local, além da Linha Ouro do metrô, há a perspectiva de construção de uma ponte que ligará Brooklin e Morumbi, desafogando as vias principais.

A cidade de Jundiaí, que também receberá uma estação da Linha 7, será a porta de entrada da construtora paranaense Rottary. “Chegamos em São Paulo através de Jundiaí e, na cidade, escolhemos terrenos próximos ao metrô. Nossa previsão é de 5 lançamentos na cidade nos próximos três anos, com VGV de R$ 400 milhões no período”, explicou ao DCI a diretora de novos negócios da empresa, Adriana Leite.

Fonte: DCI

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