Estandes Atuais “Materializam” Imóveis na Planta

Automação de maquetes, decorado reversível e sala interativa ajudam incorporadoras a evidenciar diferenciais dos lançamentos.

Sentir passou a ser mais um verbo a ditar as experiências dos consumidores nos estandes imobiliários. Os showrooms se sofisticaram nos últimos anos e, hoje, além de se colocarem como óbvios pontos de venda, eles buscam antecipar as sensações de uso dos empreendimentos vendidos na planta.

“Com os estandes, tentamos tornar o processo de compra menos abstrato, porque os imóveis estão na planta e não é qualquer um que consegue entender”, diz a responsável pela área de marketing da imobiliária Brasil Brokers em São Paulo, Tatiana Ballan. Além de uma área de apoio aos corretores e da recepção, utilizada para direcionar os compradores para o atendimento e para recolher informações úteis para a área de inteligência das empresas, as demais dependências dos pontos de venda servem para dar concretude aos produtos, segundo ela.

No salão de atendimento, as ilustrações e os totens interativos permitem que 0s visitantes vejam como serão, após o término das obras, os itens da área comum dos edifícios. Projetos mais elaborados do que a média, como Quintas da Lapa, da incorporadora Even, dão mais espaço para a imersão.

O estande do empreendimento possui um cubo onde os usuários podem navegar, por meio de um joystick, pelas áreas comuns do residencial, com foco no público familiar. “A pessoa faz um tour virtual pelos 25 itens de lazer em tamanho real. Se quiser, pode ver só as áreas infantis ou o lazer adulto”, diz a gerente de incorporação da Even, Guita Rutman.

Havia, segundo ela, falta de espaços nos estandes de venda que dessem protagonismo à experiências nas dependências de lazer dos edifício, porque as áreas internas e as visões gerais dos projetos já vêm sendo bem servidas há anos pelo mercado por meio dos apartamentos decorados e das maquetes.

No Jardim das Perdizes (o novo bairro planejado de São Paulo), o estande é o maior da América Latina, são 5.000 m² contendo perspectivas, cinema, vista panorâmica do empreendimento (obras + parque), maquetes grandiosas e sofisticadas, belíssimos decorados e ampla área de atendimento aos clientes.

Maquete do Parque Jardim das Perdizes

Maquete do Parque Jardim das Perdizes

Maquete Time - Jardim das Perdizes - Blog do Parlare

Maquete do Time, a nova fase do Jardim das Perdizes. Empreendimento multiuso que traz cinco estruturas complementares em um único espaço: office, corporate, mall, hotel e residencial. Está inserido em um terreno de mais de 20 mil metros quadrados e a torre residencial oferece vários itens de lazer como academia, brinquedoteca e piscinas. Time é trabalhar, morar, comprar, hospedar e investir. Time está no ritmo dos novos tempos.

De acordo com o diretor de atendimento da imobiliária Lopes, João Henrique, os modelos apresentados costumam ser colocados na mesma posição do prédio em relação ao terreno. “A maquete mostra muito bem a volumetria da fachada, arquitetura e a implantação do empreendimento. Não é todo mundo que consegue enxergar o produto só com imagens.”

A automação é um dos pontos fortes das maquetes atuais. Já é comum nos lançamentos paulistanos modelos que permitem, por meio de movimentações mecânicas, a visualização de dependências internas dos prédios como piscinas aquecidas e academias. Algumas maquetes também podem ser iluminadas de forma setorizada, “O acender e apagar de luzes pode ser feito fora e dentro do prédio. Então a pessoa pode ser exatamente onde está na torre a unidade que ele quer”, diz Guita Rutman, da Even.

Nos apartamentos decorados, a ideia principal é fazer com que o cliente se sinta efetivamente em casa. Os imóveis em exposição têm as mesmas metragens das descritas no projetos, mas os elementos de acabamento costumam ser mais sofisticados – os elementos não previstos no memorial descritivo dos empreendimentos devem ser devidamente identificados na unidade à mostra no estande.

“O decorado tem de ser muito fiel as áreas técnicas. Eu não posso colocar um local que precise de acesso à água se a área não tiver ponto de água”, diz a arquiteta Patricia Anastassiadis, um dos principais nomes responsáveis pelo desenvolvimento de estandes e decorados em São Paulo. “Você pode usar uma música ambiente e até aromas para mostrar qual é o clima daquele imóvel”, conta.

Entre as possibilidades dos decorados, de acordo com profissionais do mercado, estão as paredes deslizantes – estratégia para mostrar a possibilidade de ampliação da sala em alguns apartamentos. Outra medida de divulgação curiosa, mas ainda restrita, é o uso de atores fazendo o papel dos moradores típicos dos projetos. “O estande é a loja do empreendimento e, nele, temos que contar uma história”, diz Patrícia.

Referência: O Estado de S. Paulo – SP

Caso queira saber mais ou agendar uma visita aos estandes dos empreendimentos mencionados neste post fale com Parlare!

Intermediação: Parlare

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